sábado, 25 de dezembro de 2021

A ORIGEM ROMANTIZADA DAS BONECAS ABAYOMI

ABAYOMI

Reza a lenda que a primeira boneca Abayomi teria sido criada nos porões de um navio negreiro onde as mulheres africanas e seus filhos, muitos ainda crianças, eram transportados para outros países. Nessa história uma mulher e sua filhinha haviam sido sequestradas e escravizadas, e a mãe ao ver que sua filhinha estava muito triste pela terrível situação que viviam teria arrancado tiras do tecido da barra de sua saia e fazendo pequenos nós nessas tiras de tecidos criado a primeira boneca Abayomi para alegrar a filha que então volta a sorrir. Que história linda! SQN! Essa é uma versão romantizada da história e circula pela internet graças a um vídeo no qual Noeli Souza conta a história. Noeli é uma ativista do Movimento Negro que propaga e divulga a cultura afro no Brasil, mas a história verdadeira não é esta!

As bonecas Abayomi são sim feitas com tiras de tecidos, negro e sem colas, apenas com nós, mas foram criadas na década de 1980 por uma maranhense chamada Lena Martins, militante do Movimento das Mulheres Negras. Lena usava retalhos para fazer as bonecas que foram aperfeiçoadas até chegarem ao formato da versão que hoje conhecemos como bonecas Abayomi.

Dicas de leitura: 

Livro A Psicanálise dos Contos de Fadas, de Bruno Bettelheim.

Livro Fadas no Divã, Diana Lichtenstein Corso e Mário Corso

BONECAS ABAYOMI: POR QUE A ORIGEM ROMANTIZADA DURA MAIS

Vídeo com a versão romantizada contada por Noeli Souza


Vídeo com a versão original de Lena Martins

Márcia Barboza
Aluna do curso Técnico em Biblioteconomia do IFRS - Campus - Porto Alegre

sábado, 18 de dezembro de 2021

Você já parou para refletir se possui qualidade de vida no seu trabalho como técnico em Biblioteconomia?


 Inicialmente podemos nos questionar sobre o que é qualidade? Segundo o dicionário significa a propriedade que determina a essência ou a natureza de um ser ou de alguma coisa. Podemos afirmar também que qualidade é um conceito subjetivo que está relacionado diretamente com as percepções de cada indivíduo. Diversos fatores como cultura, modelos mentais, tipos de produtos ou serviços prestados, necessidades e expectativas, influenciam nessa definição. 

Qualidade de vida, no trabalho é um índice de satisfação do colaborador que é medido a partir dos níveis de saúde e bem-estar, ambiente físico, interação social, crescimento pessoal, dentre outros. Ela é importante, pois promove melhorias nos relacionamentos interpessoais e na comunicação interna da empresa. Isso faz com que as equipes consigam conversar de forma mais clara e objetiva, evitando intrigas e desacordos. No final todos saem ganhando, inclusive a organização.

Quais ações podem ser colocadas em prática para melhorar os índices de qualidade? Incentivar a comunicação e as trocas de conhecimento, procurar flexibilizar a jornada de trabalho, criar programas de saúde e bem-estar emocional, reconhecer os feedbacks, realizar celebrações, considerar os programas de educação financeira, estimular a existência dos grupos de diversidades, desenvolver e apoiar as lideranças e as mentorias.

Flexibilizar a informação trocada internamente é uma atitude que apresenta ótimos resultados no ambiente corporativo. Ao ouvir mais os profissionais sobre suas visões, os diálogos se tornam mais eficazes e diversos, consequentemente mais produtivos também.

Hoje as jornadas e o modelo de trabalho estão mudando, e vão mudar ainda mais. Os horários de entrada e saída com flexibilização em determinados dias da semana e o home-office são muito bem-vindos. É só pensarmos nos engarrafamentos nas metrópoles que, por exemplo, só estressam o colaborador, ou a possibilidade de balancear melhor o tempo com a família e com o trabalho.

A gestão das equipes é outro fator importante que impacta a qualidade de vida empresarial. Um bom gestor entende a empresa e os colaboradores de forma individualizada. Assim, ele se torna um dos maiores responsáveis por ambientes saudáveis, motivadores e seguros.





segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Como é a sua leitura?

Qual a importância do cuidado com a saúde do profissional da biblioteconomia? - Tanise Moreira




Hoje, como sabemos, é muito importante ter uma boa saúde para fazer qualquer atividade profissional, mas esquecemos de dar a atenção necessária ou observar os riscos que a ação do trabalho pode trazer para nosso bem estar. 

O profissional da área da biblioteconomia possui diversos riscos que devemos tomar os devidos cuidados ao desempenhar a função e pensando no aspecto ergonômico do seu local de trabalho é uma forma de prevenção, porque conforme a atividade que executa demanda de esforço físico e repetição de movimentos.

Em parte, o bem estar não é levado em consideração pelos trabalhadores, pois esquecemos como é importante  ter um espaço de trabalho preparado para executar das atividades do dia-a-dia, que conceda qualidades necessárias na preservação e prevenção à saúde física e mental. As condições psicológicas, as estrutura organizacionais e físicas do espaço do trabalho  são importantes também, porque precisamos ter uma boa concentração na realização das tarefas, uma carga de trabalho não seja excessiva e um ambiente de trabalho com os equipamentos de proteção e mobiliário adequado são os aspectos que nós não levamos em consideração ou esquecemos de alguns pontos.

Os cuidados começam prestando atenção nas condições ergonômicas do  local de trabalho, onde são levados em consideração as condições da arquitetura dos espaços físicos e os processos cognitivos na executar as tarefas, e das estruturas organizacionais do ambiente para buscar uma qualidade melhor na saúde do profissional da biblioteconomia. 

Esses pontos são importantes para uma prevenção a qualquer problema relacionado à saúde ocasionado pelas más condições do local de exercício da profissão e buscar alinhar sua estação que vamos trabalhar é algo crucial para prevenção de lesões e doenças.


 

sábado, 11 de dezembro de 2021

Biblioterapia - Terapia através do livro



Biblioterapia: Você sabe o que é e quais são os seus benefícios?

A palavra biblioterapia tem origem grega e significa: “Biblion” - material bibliográfico e de leitura e “ Therapein” – terapia, tratamento. Biblioterapia é a terapia por meio de livros, ou cura através da leitura. Tanto na origem grega, quanto na hebraica tem o significado de atividade preventiva.

A biblioterapia não é uma técnica atual, o uso da leitura com fim terapêutico vem da Idade Antiga. Foi a partir de 1800 que passou a ser utilizada por médicos, psicólogos e bibliotecários e nasceu como conceito.

A biblioterapia é uma abordagem terapêutica utilizada em pessoas de qualquer idade e especialistas recomendam a biblioterapia para tratar questões como: ansiedade, depressão, abuso de álcool e drogas, distúrbios alimentares, problemas em qualquer tipo de relacionamento, falta de perspectiva na vida, luto, traumas e doenças crônicas, facilitar a socialização, estimular a criatividade e a imaginação, incentivar o hábito pela leitura, proporcionar uma atividade de lazer , auxilia a compreender os desafios pessoais e desenvolve estratégias para lidar com esses desafios. Essa abordagem é terapêutica, pois estimula o ouvinte e ou leitor a encontrar suas próprias soluções, gerenciando assim seus conflitos internos.

O propósito da prática é aumentar a autoestima e melhorar processos de desenvolvimento pessoal, educacional ou trabalhar em quadros clínicos.

A biblioterapia começou a desenvolver-se primeiramente em ambientes hospitalares e clínicas de saúde mental; mais tarde, passou a ser aplicada na educação, na medicina e no campo correcional. No tratamento psicológico é utilizada com crianças, jovens, adultos e idosos.

A bilioterapia pode ser trabalhada de forma individual ou coletiva.

Nas sessões de biblioterapia é fundamental que o livro escolhido esteja relacionado diretamente com a dificuldade do paciente, para que ele possa se identificar como protagonista da história; fortalecido pela boa literatura ou por uma contação de história eficiente, ele tem a chance de estar mais apto a superar as dificuldades e os momentos de desânimo e de tristeza. A literatura em relação a biblioterapia para adultos, adolescente e idosos ainda é escassa, uma vez que ela é preferencialmente aplicada às crianças.

Quem ouve ou lê uma história, coloca-se no lugar do personagem, vivencia as situações e emoções experimentadas pelos elementos que compõe as cenas e, por conseguinte, vibra na mesma sintonia.

Ler um livro, seja de ficção cientifica, romance, histórias infantis, contos de fadas podem trazer benefícios inimagináveis não apenas para a sua mente, mas em especial, à sua saúde. A prática da leitura em si pode trazer diversos benefícios para a saúde física e mental.

A leitura além de ativar várias áreas do cérebro, promove a empatia e a resiliência; aumenta o vocabulário; melhora a comunicação; estimula a aprendizagem e a curiosidade; aumenta a reserva cognitiva; atrasa os sintomas de doenças neurodegenerativas; reduz os níveis de estresse; promove descanso e o sono; diminui o sentimento de solidão; fornece ao leitor conhecimento, sabedoria e liberdade de escolha, o que influencia sua autoestima e segurança na vida.

O poder de cura dos livros é indiscutível. Talvez os resultados não sejam imediatos, mas a longo prazo a leitura beneficia o corpo e a mente.

É importante ressaltar que a melhor terapia é aquela em que o paciente acredita e está disposto a investir na sua cura e o livro tem esse poder curativo. Na biblioterapia o terapeuta é o próprio livro com sua história, seu enredo e seus personagens e o mediador é o ouvinte do leitor.


Sônia Américo





terça-feira, 7 de dezembro de 2021

As leis de Ranganathan

       

        Hoje veremos sobre as cinco leis de Ranganathan. Considerado o pai da biblioteconomia, ele elaborou tais leis que é vital para quem se interessa pela área.
        Todos os profissionais da biblioteconomia se deparam com essas leis ao longo da formação. Elas são essenciais para o desenvolvimento do profissional e para a atuação destes. 
        Saber essas leis e colocá-las em prática é fundamental para o bom relacionamento e funcionamento de uma biblioteca. 
  • 1ª Lei: Os livros são para usar
    Fica explícito o sentido dessa lei, o livro é para usar, é para ler, é para ser acessível.     Uma biblioteca não é um cofre onde seus exemplares ficam em regime de segurança máxima, os livros são livres, eles precisam chegar a quem precisa.
  • 2ª Lei: A cada leitor seu livro
    Esta lei prioriza o leitor. Todo leitor deve ter acesso a informação. É a acessibilidade. Quem necessita da biblioteca deve ter sua demanda atendida e a biblioteca deve, indiscriminadamente, atender os seus usuários.  
  • 3ª Lei: A cada livro seu leitor
    A sua busca, a sua necessidade pela informação, as suas diferenças. A biblioteca deve estar apta a atender todo o seu público, indiferente de crenças ou ideologias, todos devem ser acolhidos.
  • 4ª Lei: Poupe o tempo do leitor
    Na biblioteconomia vemos como os livros são catalogados e organizados. Dessa forma facilita a recuperação da informação, usufruir de ferramentas que auxiliem na busca pelo acervo. Que é o foco do profissional, fazer com que a necessidade informacional chegue ao seu destino.
  • 5ª Lei: A Biblioteca é um organismo em crescimento
    A biblioteca é um organismo vivo. A medida que o mundo vai avançando no tempo, os livros também vão. Então não tem como se limitar, a biblioteca tende a ver seu acervo crescendo diariamente, pois a necessidade informacional das pessoas tendem a mudar frequentemente. Então a biblioteca deve dispor de espaço para poder se atualizar e, assim, seguir cumprindo seu papel. 


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Como as bibliotecas podem auxiliar na saúde mental em tempos de pandemia?

 Olá. Bem-vindos ao podcast de hoje. Eu me chamo Lucilene e falarei um pouco de como as bibliotecas podem auxiliar na saúde mental em tempos de pandemia. 

Neste período de pandemia que estamos vivenciando com isolamento social e todas as medidas de segurança as dificuldades são inúmeras, mas principalmente a questão econômica e o luto têm afetado significativamente milhares de pessoas e em especial as menos favorecidas, que sofrem grande vulnerabilidade social como as pessoas de baixa renda, negros, indígenas, deficientes e mulheres.

Todo esse contexto social aumenta substancialmente os casos de ansiedade e depressão. Diante disso, na tentativa de proporcionar uma melhor condição a essas pessoas neste período pensamos: de que forma as bibliotecas podem auxiliar na saúde mental em tempos de pandemia? 

Um dos aspectos importantes na estrutura das bibliotecas em apoio a saúde mental em tempos de pandemia é a bibliodiversidade e para que haja essa diversidade cultural e informativa, é preciso dialogar com o público e entender do que ele necessita. 

As bibliotecas precisam conhecer mais como a pandemia impactou a vida das pessoas para conseguir atender suas demandas.

Podemos dizer que: “estamos na mesma tempestade, mas não estamos no mesmo barco”. Isso significa que cada pessoa sentiu as dificuldades e dores da pandemia da sua forma. Contudo, umas mais que as outras, principalmente àquelas que pouco tiveram acesso a recursos, sejam eles financeiros, de saúde ou de informação.

A biblioteca em sua função social, precisa ajudar a minimizar a desinformação que tanto mata neste país. Promovendo um espaço de acolhimento, inclusão e promoção da diversidade. Estabelecendo vínculo de pertencimento para com a sociedade. Em que ela possa se sentir segura e acolhida.

Podemos pensar em algumas ações onde as bibliotecas podem auxiliar neste período pandêmico, como o apoio as necessidades informativas de conhecimento e entretenimento cultural, adequando o atendimento da biblioteca às necessidades da pandemia, trazendo informações reais e atualizadas. Também é possível buscar oferecer leituras de escritores brasileiros sobre a história do nosso País para melhor compreender nossa construção social. A biblioteca pode atuar de forma terapêutica, onde o usuário esteja inserido em um ambiente de informação e cultura, em que ele possa sanar suas dúvidas sobre a pandemia e com isso melhorar os sintomas de ansiedade e depressão. Exercendo também a biblioterapia, que auxilia pessoas com distúrbios emocionais, ajudando no entendimento e controle das emoções. Também oferecendo atividades como hora do conto e outros projetos sociais aos quais possibilitem melhor compreensão sobre a pandemia e auxilio na saúde mental.

Gostaria de falar agora sobre um exemplo de uma iniciativa que foi o projeto desenvolvido pela Psicóloga Solange Lucena Mendes junto à biblioteca do Município de Domingos Martins (região Serrana do Espírito Santo) e que foi premiado pela Fundação Bill e Melinda Gates. Esse projeto foi pensado para as mulheres do município que necessitavam de atendimento em saúde mental e que tinham pouco acesso à tecnologia, com o intuito de sair um pouco do ambiente clínico que muitas vezes traz angústia e inseri-las em um ambiente de cultura e informação. Então, juntamente com a professora Adriana Jardim e um grupo de adolescentes estagiários do CIEE, essas mulheres puderam aprender como utilizar um computador, como manipulá-lo, ter noções de informática, alfabetização digital e muito mais. As mulheres deste projeto, além de aprenderem sobre informática, tiveram outros avanços, como a diminuição na porcentagem de medicação que era ministrada diariamente para transtornos emocionais e psicológicos. Elas também participavam de reuniões, horas do conto, exposições e leituras dentro da biblioteca.

 Neste projeto a informática serviu como recurso terapêutico e acreditamos que projetos como este, adaptado as necessidades da pandemia possam ajudar em muito na melhoria da saúde mental.

Sabemos o quanto estarmos bem informados ajuda a melhorar a nossa qualidade de vida e em períodos pandêmicos ela se torna vital.

Assim como já era dito do Antigo Egito: a biblioteca é o “lugar de cura da alma”. Então façamos dela nossa parceira na saúde mental, explorando toda sua capacidade informativa e cultural para melhor passarmos pela pandemia. 

Se estiverem interessados em saber mais sobre este assunto, acessem o Youtube e pesquisem sobre o encontro virtual da FEBAB (Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientista de Informação e Instituições) do dia 19 de maio de 2021. Onde é discutido sobre Saúde Mental, Pandemia e Bibliotecas. Este encontro foi a base para a construção deste podcast.

Este foi o podcast de hoje falando sobre como as bibliotecas podem auxiliar em tempos de pandemia. Espero que tenham gostado. Até mais!

Lucilene Zaro.

Segue abaixo um formulário com base no roteiro e vídeo de Podcast postados, para que possamos colher sua opinião/sugestão de como as bibliotecas podem auxiliar na saúde mental em tempos de pandemia.

MAPA CONCEITUAL

Mapa Conceitual feito com base na leitura do texto “Acesso à informação e ao conhecimento: serviços oferecidos no âmbito educacional, cult...